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Top 3 Tubarões...
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MensagemEnviado: 06 Ago 2009 13:01 
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Quem já acompanhou a Semana do Tubarão no Discovery Channel, sabe que o Tubarão Branco (Carcharodon carcharias) não é mais o “bicho papão” dos oceanos, na quantidade de ataques ao Homem. Esse título pertence ao Tubarão Cabeça-Chata (Carcharhinus leucas). Isso pq, na hora do ataque, a mordedura de um Cabeça-Chata, o estrago da dentada na presa/vítima, faz exatamente o mesmo que a dentada do Branco. Além disso, uma outra forma de identificar o “agressor”, seria através dos dentes que ficam presos na presa/vítima, já que os dentes dos Tubarões não possuem “raiz” e se soltam facilmente quando ocorre uma mordida. E nesse caso, o Cabeça-Chata passa bem na frente, já que ele ocorre em água mais quentes do que o Branco, onde a quantidade de banhistas e turistas são grandes, quando comparadas aos locais mais “frios” de ocorrência do Branco. Entretanto, os Brancos continuam sendo os mais “eficientes” no número de ataques fatais, em virtude do grande tamanho corporal.

Além disso, os Ictiólogos já sabem a bastante tempo que o Cabeça-Chata é uma “verdadeira bomba ambulante de hormônios”. Tanto que, se fossemos fazer uma comparação com o peso e comprimento do Cabeça-Chata com o Homem e colocarmos a mesma proporção de peso/comprimento x quantidade de hormônios, o Homem simplesmente “explodiria”, não sobrevivendo.

Esse Tuba é o que mais gosto, exatamente por sua agressividade, pelo fato ser o único Tuba que consegue viver nos ambientes totalmente dulcícolas das águas continentais, como rios e lagos (já foram capturados Cabeças-Chatas a mais de 4 mil kms dentro de rios como o Amazonas, Gangis e Zambezi) e por esse comportamento, estão mais propensos a ter contato com os humanos do que muitas outras espécies perigosas de Tubarões. Além disso tudo, a muito tempo atrás, ao visitar uma vila de pescadores no Recife, ganhei um dente de um Tuba e foi identificado com sendo o Cabeça-Chata, ou Cinzento do Recife, como ele é chamado lá.

Bom tudo isso pra falar que o Cabeça-Chata é O TUBARÃO, o resto é resto.

HE HE

Brincadeira...

A ordem correta das estatísticas deve ser refeita, já que o primeirão em ataques é o Cabeça-Chata, seguido do Branco e finalmente o Tigre (Galeocerdo cuvier ). Os livros ou guias de Tubarões já devem sair com essa alteração. Ou pelo menos deveriam sair, já que do jeito que a “onda da Grande Morte Branca”, como foi a febre que aconteceu nos lançamentos dos filmes Tubarões, ainda continua. E parece que não vai mudar tão cedo...

Mas enfim, como aqui não somos levados pela maioria, como temos senso crítico, resolvi montar esse “artiguinho” sobre os 3 maiores e mais agressivos Tubas, usando o excelente livro “Tubarões no Brasil”, do biólogo Marcelo Szpilman, publicado em 2004. Embora com alguns pontos que não são mais verdades hj e que estão nas OBSERVAÇÕES.

Já na ordem certa!!!

Apenas vou deixar de fora as estatísticas de ataques, pois nessa parte o Branco ainda aparece em primeiro...

CABEÇA-CHATA

Nome Científico: Carcharhinus leucas
Família: Carcharhinidae
Inglês: Bull Shark
Espanhol: Tiburón sarda
Francês: Requin Taureau

Coloração

Dorso e flancos com tons que vão do cinza ao marrom e ventre branco. As pontas das nadadeiras são mais escuras, principalmente na fase jovem, porém não há marcas definidas.

Características

Apresentam uma constituição corpulenta com o focinho curto (igual ou menor do que a distância entre as fendas nasais), largo e arredondado. Olhos relativamente pequenos. Dentes largos triangulares e serrilhados na maxila superior e finos e pontudos na inferior. Primeira dorsal alta e larga com o ápice pontudo ou levemente arredondado. A origem de sua base está um pouco à frente da axila da peitoral, que é grande, larga e pontuda.

Medidas

Máximo de 3,5 m de comprimento e 374 kg. As fêmeas crescem mais do que os machos. Em média, medem 2,5 m e pesam 150 kg, enquanto os machos medem 2,2 m e pesam 95 kg. Essa falta de eqüidade no tamanho é o resultado da diferença na expectativa de vida de fêmeas e machos, respectivamente 16 e 12 anos. Os filhotes nascem com cerca de 70 cms de comprimento. A taxa de crescimento do Cabeça-Chata é em torno de 28 cms por ano, no primeiro ano, diminuindo até a metade disso aos 4 anos. Idade máxima reportada: 32 anos. Recorde mundial de pesca: 316,50 kg.

Ocorrência

Circunglobais nos mares tropicais e subtropicais, assim como nas bacias hidrográficas e sistemas lagunares. No Brasil, são mais comuns no Norte, Nordeste e parte do Sudeste.

Habitat

Pelágicos demersais predominantemente costeiros. Apesar de poderem ser encontrados a 150 m de profundidade, costumam viver a menos de 30 m. Habitam com certa regularidade as águas rasas das baías, estuários, portos e lagoas. Quando jovens, costumam viver em águas bem rasas, perto do litoral. Com grande preferência pelas águas salobras, são comuns também em rios e lagos de água doce. Na verdade é a única espécie de Tubarão que aprecia a água doce e pode passar longos períodos nesse ambiente. Não raro pode-se encontrar indivíduos com todo o ciclo de vida nos sistemas de água doce. Cações que nascem no delta do Mississippi, EUA, passam cerca de seis meses na água salobra antes de migrarem ao longo da costa para passar o inverno na Flórida. No Atlântico ocidental migram no verão na direção norte ao longo da costa dos EUA e retornam para os climas mais tropicais quando as águas esfriam no inverno.

Reprodução

É uma espécie vivípara e produz de 1 a 13 embriões por gestação, que dura cerca de 10 a 11 meses. Os filhotes nascem completamente preparados e normalmente penetram nos estuários e lagoas costeiras de baixa salinidade para utilizarem-se dessas áreas como berçário (OBS: OS FILHOTES, AINDA NO ÚTERO DA FÊMEA, PODEM PREDAR UNS AOS OUTROS, O QUE CHAMAMOS DE CANIBALISMO INTRA-UTERINO).

Há evidencias que indicam que as fêmeas podem parir na água doce, pórem não com a regularidade que o fazem nos ambientes estuarinos e marinhos. Enquanto os machos alcançam a maturidade sexual com cerca de 1,9 m, nas fêmeas isso ocorre com cerca de 2,1 m, tendo em torno de 5 a 6 anos. Freqüentemente as fêmeas apresentam cicatrizes no dorso provenientes do ato da cópula. Acasalamentos e nascimentos ocorrem todos os anos nas áreas de ocorrência do Cabeça-Chata. No Golfo do México o acasalamento ocorre durante os meses de verão e os filhotes nascem em abril-junho do ano seguinte.

Status de Ameaça de Extinção

Encontram-se na categoria de Baixo Risco (quase ameaçada) na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas de Extinção da IUCN. No entanto, como seu habitat e ambientes de berçários são nas áreas costeiras onde a degradação ambiental é mais intensa, a espécie já pode estar sofrendo grande impacto. Na África do Sul já se constatou que houve nos últimos anos uma significativa queda no tamanho médio dos Cabeças-Chatas capturados nas redes de proteção das praias.

Hábitos

Solitários, costumam ser encontrados nadando calmamente junto ao fundo, parecendo muitas vezes preguiçosos. No entanto, podem ser muito rápidos e conseguem capturar presas pequenas e ágeis. São capazes inclusive de dar velozes explosões de até 19 km/h.

Os especialistas consideram o Cabeça-Chata o mais combativo e nervoso de todos os Tubarões. De acordo com os pesquisadores do Centro de Pesquisa do Tubarão, na Flórida (EUA), é o animal com o mais alto nível de testosterona do planeta. Os jovens, mais agressivos e impacientes, não costumam escolher muito suas presas, incluindo em sua dieta quase tudo que seja “comestível”. Em seus estômagos já foram encontrados Aves Marinhas, Roedores, Cachorros e Peixes de água doce. No entanto, à medida que crescem, vão ficando menos agressivos e selecionam mais seus alimentos, que se constituí basicamente de peixes ósseos, como Robalos, Bagres, Tainhas, Cavalas e Atuns, pequenos Cações. Incluem também, com certa regularidade, Raias e Cações juvenis capturados nas áreas de berçário, incluindo os de sua própria espécie, Tartarugas, pequenos Golfinhos, Caranguejos, Camarões, Lulas, Ouriços e carniça de Mamíferos.

Sua incrível (e ÚNICA) capacidade de adaptação e grande tolerância aos vários níveis de salinidade permite-lhes fazer incursões à procura de alimento nas baías hipersalinas e pelas foz dos rios, muitas vezes subindo os mesmos a pontos bem interiores. Já foram capturados alguns exemplares no Rio Amazonas, quase 4000 km da foz, no Peru e no Rio Mississipi, 3000 km da foz, no estado de Illinois, EUA.

Cabeças-chatas adultos não têm nenhum predador natural. Os jovens, no entanto, podem ser predados por Tigres, Cações-Galhudos e também pelos próprios Cabeças-Chatas adultos. Há um relato de um Crocodilo na África do Sul que capturou e comeu um Cabeça-Chata.

Captura

Apesar de não ser uma espécie com valor pesqueiro, com certa regularidade são capturados com espinhel na pesca comercial. Devido à sua abundância nas áreas costeiras e litorâneas, a pesca artesanal os captura com maior frequência.

Como sua carne não é muito apreciada para o consumo humano, é mais utilizada na produção de ração de peixes. Sua pele, de boa qualidade, e seu fígado, rico em vitamina A, são também aproveitados. As nadadeiras encontram bom mercado na Ásia. Na pesca esportiva, o Cabeça-Chata é muito popular em algumas regiões. Não costumam ser mantidos em cativeiro, mas há registros de sobrevivência em aquários de visitação publica por mais de 15 anos.

Ataque

É uma das espécies costeiras mais perigosas que se pode encontrar. Apesar de estatisticamente ser a terceira espécie em números de registros de ataque não provocados ao redor do planeta (OBS: HJ A GENTE JÁ SABE QUE ESSA INFORMAÇÃO NÃO É VERDADEIRA...), diversos especialistas os consideram os mais agressivos Tubarões do mundo. Seu porte, ocorrência em água doce, abundância nas áreas costeiras e grande proximidade das populações humanas nas regiões tropicais densamente ocupadas, fazem dele uma ameaça potencial bem maior do que o Tigre ou o Tubarão-Branco (OBS: HJ SABEMOS QUE ISSO É VERDADE, E EM TODO O PLANETA...). Acredita-se que os Cabeças-Chatas sejam responsáveis por muito mais ataques não provocados do que os 66 registrados até o momento (OBS: O LIVRO É DE 2004, E SE NÃO ME ENGANO, O DOCUMENTÁRIO “A SEMANA DO TUBARÃO” QUE COMPROVOU SER ELE O QUE MAIS ATACA SERES HUMANOS É DE 2005). E a explicação é bastante simples. Em primeiro lugar, o Cabeça-Chata ocorre em boa parte das regiões do Terceiro Mundo, como a América Central, África, Ásia e Ilhas do Pacifico Sul, onde os ataques frequentemente não são reportados. Em segundo lugar, o Cabeça-Chata não é tão facilmente identificado quanto o Tubarão-Branco e o Tigre, tornando-o, muito provavelmente, o responsável por boa parte dos diversos registros de ataque cujos agressores não foram identificados (OBS: TEM MAIS ESSES ATAQUES NA “CONTA” DO CABEÇA-CHATA... HE HE).

Quando jovem, esse Tubarão costuma nadar em profundidades menores do que 1 metro. Na verdade o Cabeça-Chata é o único Tubarão que regularmente vagueia nas águas rasas o suficiente para que o Homem possa caminhar, criando uma exceção para a suposta regra de ataques somente em profundidades superiores a 2 metros. Como são bastante agressivos e vorazes nesta fase da vida, representam um grande risco para o Homem, quando o acaso os põe juntos. No Nordeste brasileiro, são os principais responsáveis pelos ataques aos surfistas e banhistas nas duas ultimas décadas. Devido à sua habilidade para viver na água doce, há registros de ataques no Lago Nicarágua, na América Central, no Rio Mississipi, nos EUA e no Rio Zambezi, na África do Sul.

Seus dentes inferiores, pontudos, foram projetados para segurar a presa enquanto os superiores, triangulares e serrilhados, arrancam a carne. Sua mordida provoca um grande ferimento, muitas vezes mortal. Seu método de caça é a emboscada. Destemido, costuma atacar presas tão grande quanto ele. Há várias pesquisas indicando que essa espécie é territorialista, sugerindo que a geografia submarina e o senso de território possam provocar um ataque. Mesmo que não se perceba, o Tubarão pode se sentir acuado e/ou invadido com a presença humana em sua área. Assim, as vítimas de ataque seriam vistas pelo Tubarão muito mais como invasores inadvertidos do que como presas. A mordida única que ocorre na maioria dos ataques corroboraria essa tese.

Outros Nomes Populares

Cação-de-Rio, Cação-Baiacu, Pirarara, Tubarão-Touro, Cabeza de Batea (Cuba), Chato, Tiburón-Toro (México), Lamia (Espanha) Square Nose Shark (EUA), Swan River Whaler (Austrália) e Zambezi Shark (África do Sul).

Sinonímias

Carcharhinus azureus (Gilbert & Starks, 1904), Carcharhinus nicaraguensis (Gill & Bransford, 1887), Carcharhinus vanrooyeni (Smith, 1958), Carcharhinus zambezensis (Peters, 1852).

TUBARÃO BRANCO

Nome Científico: Carcharodon Carcharias
Família: Lamnidae
Inglês: White Shark
Espanhol: Tiburón blanco
Francês: Grand Requin Blanc

Coloração

Dorso marrom acinzentado, cinza ou cinza azulado, mudando abruptamente para o branco do ventre. Apresentam uma característica pinta escura na altura das axilas das nadadeiras peitorais. A nadadeira dorsal costuma ser mais escura.

Características

Fortes e robustos, com o focinho cônico e pontudo, possuem cinco longas fendas branquiais à frente da origem das peitorais. Os dentes são grandes, até 7,5 cms, triangulares, pontudos e serrilhados, bem visíveis em ambas maxilas. Primeira dorsal grande e forte, com ápice arredondado. Segunda dorsal pequena, sua base está em posição anterior à origem da anal, que é muito semelhante. Nadadeiras peitorais grandes e falcadas. Nadadeira caudal lunada. Pedúnculo caudal com fortes, longas e evidentes quilhas dérmicas em ambos os lados. Os dentículos dérmicos são bem pequenos e sua pele é relativamente lisa, em comparação com outras espécies.

Medidas

Máximo de 7,2 m de comprimento total e 3400 kg. Em média, medem 2,5 m a 5 m de comprimento e pesam de 200 kg a 1100 kg. Os filhotes nascem com 1,2 m a 1,5 m de comprimento e cerca de 25 kg. Os machos atingem a maturidade sexual com cerca de 3,5 m de comprimento e as fêmeas com 4,5 m. O tamanho máximo dessa espécie ainda hj é bastante discutido. Sabe-se, teoricamente, que podem atingir até 8 m ou 9 m, ainda que exista um relato não confirmado cientificamente da captura de uma fêmea com 11 m. A taxa de crescimento do Tubarão Branco é ainda muito incerta. Um estudo recente comprovou que um espécime cresceu 6,9 cm em um período de 2,5 anos. Idade máxima reportada: 36 anos. Recorde mundial de pesca: 1208,32 kg.

Ocorrência

Apesar de serem cosmopolitas, ocorrem com maior freqüência nos mares temperados. Os grandes indivíduos costumam penetrar nas águas tropicais. Ainda que sejam mais numerosos no litoral australiano, não são abundantes em lugar algum. No Brasil, ocorrem por toda a costa, porém são mais freqüentes no Sudeste e Sul. Os padrões de movimentação e abundância dentro de algumas áreas parecem ser relacionados com a variação sazonal da temperatura da superfície da água. Mesmo assim, isso tem um efeito limitado na distribuição geral do Tubarão Branco.

Habitat

Pelágicos, oceânicos e costeiros, podem ser encontrados desde a superfície até 250 metros de profundidade. Costumam patrulhar pequenos arquipélagos habitados por Pinípedes (Focas, Leões Marinhos e Elefantes Marinhos), recifes e pontais onde as águas profundas estão muito próximas da costa. Com freqüência penetram nas águas rasas litorâneas, desde a zona de arrebentação das praias até baias e estuários, onde ocorre a maioria dos ataques ao homem (OBS: O QUE É MAIS FÁCIL DE PASSAR DESPERCEBIDO POR ENTRE AS ONDAS NAS PRAIAS, UM BRANCO OU UM CABEÇA-CHATA??? MAIS UM FATOR QUE COMPROVA A NOVA ORDEM ENTRE OS TRÊS!!!) . Quando fazem suas migrações, podem ser encontrados junto ao fundo ou próximo da superfície, mas dificilmente ficam a meia-água.

Reprodução

É uma espécie ovovivípara e produz de 2 a 14 filhotes por ninhada. O tempo de gestação é ainda desconhecido, porém estima-se que seja algo em torno de um ano. Os embriões são alimentados com ovos não fecundados e enquanto estão no útero, engolem seus próprios dentes, possivelmente para reutilizar o cálcio.

Nunca se viu um casal de Tubarões Brancos copulando, porém algumas marcas de mordidas no dorso, flancos e nadadeiras peitorais das fêmeas são possivelmente resultados de atividades copulatórias, onde o macho agarra a fêmea à força (OBS: COMPORTAMENTO JÁ OBSERVADO EM OUTRAS ESPÉCIES DE TUBARÕES...). É possível também que as fêmeas se reproduzam apenas uma vez a cada dois anos. Alguns pesquisadores teorizam que após engordarem nas regiões próxima da costa eles migram para as águas mais profundas para procriar. Na costa da Califórnia isso ocorre no inverno. Por possuírem fígados enormes, podem armazenar uma boa quantidade de energia e com isso ficar alguns meses sem alimentar-se no período de acasalamento.

Status de Ameaça de Extinção

Encontram-se na categoria Vulnerável na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas de Extinção da IUCN. Nas áreas onde os dados populacionais estão disponíveis, há indicações de que a abundância e a média de tamanho declinaram. Seu baixo potencial reprodutivo e a maturidade tardia os tornam muito vulneráveis à pesca. Alguns paises, como a África do Sul, Austrália e os EUA têm programas de proteção ao Tubarão Branco, porém sua efetividade é ainda bastante questionada.

Hábitos

Usualmente solitários por quase toda a vida, e apesar de não formarem cardume, podem ser encontrados ao pares ou mesmo a juntar-se em breves agregações com dez ou mais indivíduos para alimentar-se, quando há uma boa fonte de alimento. Nessas ocasiões, o grupo estabelece uma ordem hierárquica de alimentação na qual o tamanho determina a vez e os maiores comem primeiro. Existem relatos de Tubarões cooperando, normalmente aos pares, na caça de suas presas e até mesmo no ataque a surfistas, porém isso é muito raro.

Alguns comportamentos na natação demonstram que sempre há uma tendência do animal em manter um espaço individual, evitando contatos físicos com seus semelhantes. Quando dois Tubarões percebem que estão em curso de aproximação recíproca, cautelosamente dão meia-volta e se afastam um do outro. Quando nadam paralelamente na mesma direção, sempre mantêm uma distância segura de modo a preservar o espaço recíproco (EXISTE UM OUTRO DOCUMENTÁRIO ONDE UM MERGULHADOR NADA COM ALGUNS BRANCOS SEGURANDO UM BASTÃO E, AO VER A APROXIMAÇÃO DE UM DELES, SIMPLESMENTE ESTICA O BASTÃO NA DIREÇÃO DO TUBARÃO, QUE MUDA AUTOMÁTICAMENTE DE DIREÇÃO...).

Disputas com agressões e mordidas sempre são evitadas, pois envolvem o risco mútuo de lesões que podem reduzir a capacidade futura para capturar presas. Assim, é preferível utilizar exibições para desencorajar o oponente. Muitas vezes o Tubarão se posiciona entre a presa e o outro Tubarão, forçando um recuo. Já foram observados Tubarões batendo a nadadeira caudal na superfície de modo a jogar água na direção do outro. Mais enfático ainda é o comportamento de propulsionar dois terços do corpo para fora da água e bater contra a superfície provocando um grande “splash”, comportamento parecido ao das Baleias. Esse comportamento é também utilizado para remover parasitas externos e atrair um parceiro para o acasalamento.

Como predador ápice da cadeia alimentar, o Tubarão Branco adulto tem muito pouco a temer. Apenas Baleias Orças e os Tubarões Brancos maiores constituem-se em ameaça real.

Com o habitual nado lento, podem, quando excitados ou em perseguição às suas presas, empreender um nado bastante veloz (até 25 km/h), porém em curta distância. Estudos realizados demonstram que o Tubarão Branco pode movimentar-se com apurado sendo de posicionamento em escala local, regional e intercontinental. Indivíduos de grande porte muitas vezes costumam empreender longas migrações, onde, aparentemente, não se alimentam e têm uma forte tendência a descer e subir lenta e constantemente. Uma pesquisa recente demonstrou que um animal tageado (etiquetado) na Austrália viajou três mil quilômetros em três meses.

Diferentemente da maioria das espécies, o Tubarão Branco consegue manter a temperatura de seu corpo um pouco acima da temperatura da água. Através de um mecanismo de reciclagem de calor chamado Rete mirabilis (EM PORTUGUÊS, REDE MARAVILHOSA), ele mantêm seu corpo a uma temperatura entre 10 e 15 C acima da água que o cerca, conseguindo com isso ser mais vigoroso a caçar nas águas frias onde suas presas habituais se encontram. Por isso, são vorazes comedores de Focas quando patrulham o chamado “triangulo vermelho”, uma faixa de 160 km da costa da Califórnia, de Bodega Bay até Santa Cruz.

Selvagens e agressivos, quando estão com fome atacam quase tudo que estiver em seu caminho, inclusive carniça. Podem armazenar o alimento sem digeri-lo por muitos dias e a qualquer momento, à sua vontade, regurgita-lo para depois atacar novas presas mais “apetitosas” (OBS: TODAS AS ESPÉCIES DE TUBARÕES FAZEM ISSO...). É o predador dos mares com maior variedade e espectro de presas. Dentre elas estão diversos Peixes de pequeno a grande porte, Cações, Raias, Lulas, Polvos, Crustáceos, Tartarugas (às vezes engolidas inteiras), Focas, Leões Marinhos, Elefantes Marinhos, Golfinhos e pequenas Baleias. Aves Marinhas e Lontras são quase sempre rejeitadas como presas, é comum encontra-las com lesões e seqüelas provocadas por encontros com Tubarões, nos quais raramente são ingeridas. De fato, sua preferência recai sempre nos Mamíferos Marinhos, em função de sua grande reserva de gordura abaixo da pele (OBS: OS TUBARÒES SÃO CAPAZES DE “SENTIR” A QUANTIDADE DE GORDURA DE UMA PRESA ATRAVÉS DA MORDIDA, E A PARTIR DAÍ DECIDIR SE VALE A PENA OU NÃO CONTINUAR A CAÇA...). Essa forte preferência pela gordura é evidenciada por diversas observações de agregações de Tubarões Brancos se alimentando seletivamente da gordura de uma Baleia, deixando de lado as camadas musculares.

Ao contrário da maioria dos Tubarões, os Brancos caçam usualmente durante o dia. É o único Tubarão capaz de colocar a cabeça para fora da água para da uma olhada ao redor (OBS: ESSA INFORMAÇÃO TAMBÉM JÁ FOI DERRUBADA. EXISTEM FILMAGENS DE OUTRAS ESPÉCIES APRESENTANDO ESSE COMPORTAMENTO, PRINCIPALMENTE NA HORA DA CAÇA...).

Na procura por alimento, seu padrão de comportamento predatório é composto usualmente por cindo estágios: 1 detecção, 2 identificação, 3 abordagem, 4 submissão e 5 consumo. Os padrões de detecção (1) e identificação (2) têm sido investigados por meio de experiências com iscas oferecidas aos Tubarões. Os resultados revelam que, entre um alvo quadrado e um fusiforme (com formato de Foca), o animal prefere o fusiforme, mais comum em seu ambiente natural. Em contrapartida, sabe-se que na Natureza é muito mais comum que sua decisão de ataque seja feita em cima de uma única presa potencial do que entre a escolha de duas possibilidades. Desta forma, quando existe somente uma possibilidade, ela é invariavelmente investigada. Alguns pesquisadores americanos acreditam que a silhueta dos mergulhadores, surfistas e banhistas, vistas de baixo, contra o Sol, assemelham-se às silhuetas dos Pinípedes (Focas, Leões Marinhos e Elefantes Marinhos) e que seria exatamente esse erro de identificação a maior causa de ataques ao Homem. No entanto, o fato de os Tubarões Branco atacarem objetos inanimados com grande variedade de silhuetas, cores e tamanhos, onde nenhum deles se assemelha a um Mamífero Marinho, refutaria essa hipótese de erro de identificação. Nesse caso, eles sugerem que o animal frequentemente golpeia e morde um objeto pouco familiar para determinar seu potencial como alimento e sua palatabilidade (OBS: OUTRAS ESPÉCIES DE GRANDE PORTE POSSUEM ESSE MESMO COMPORTAMENTO. ALÉM DISSO, COMO UM GRUPO DE ANIMAIS QUE SURGIRAM A MILHARES DE ANOS ATRÁS, POSSUEM TODOS OS SENTIDOS EXTREMAMENTE APURADOS E ESTÃO A OUTROS MILHARES DE ANOS SEM EVOLUIR PQ ECONTRARAM A “PERFEIÇÃO” PARA SEU MODO DE VIDA, PODERIAM ERRAR NA HORA DE CAÇAR???). Os padrões de abordagem (3) podem ter uma orientação horizontal ou vertical. Baseado em observações submarinas, é possível diferenciar alguns padrões de abordagem horizontal, mais comum para grande parte de suas presas. A maioria utiliza o padrão “aproximação subaquática”, no qual o Tubarão nada logo abaixo da superfície ate estar a cerca de 1 m da presa, quando então desvia a cabeça para cima e emerge da água com a boca aberta. Alguns apresentam o padrão “ataque na superfície”, que consiste em uma rápida corrida em direção à presa com o corpo parcialmente acima da superfície. Em alguns poucos casos ocorre o padrão “aproximação invertida”, no qual o animal ataca nadando com o ventre para cima. No sul da Austrália já foi observado um padrão de comportamento chamado de “intervalo aéreo repetitivo”. O Tubarão é visto com a cabeça para fora da água e a boca juntou ou acima da superfície, girando para o lado e abrindo e fechando a boca em um ritmo moderadamente lento, mantendo-se parcialmente boquiaberto, enquanto nada devagar pela superfície. A diferença para a alimentação normal na superfície é que esse comportamento nem sempre acontece em função de comida ou em direção a um possível alvo.

Os padrões de abordagem vertical são bem mais específicos e eficientes, sendo muito utilizados no ataque de emboscada às Focas e Leões Marinhos. O uso da aproximação vertical para capturar presas com boa agilidade e força, posicionadas perto da superfície, traz alguns benefícios. Atacando de baixo, é muito mais difícil para a presa perceber a aproximação, enquanto o Tubarão por sua vez, tem uma melhor visão de sua presa. Considerando que a fuga com rápidos movimentos em direção oposta é a tática de escape mais comum utilizada por presas sob ataque, é virtualmente impossível escapar na direção oposta à abordagem vertical. Observações revelam que existe uma tendência para abordagens verticais em Tubarões com cerca de 2,5 metros. Acredita-se que o desenvolvimento desse comportamento antecede mudanças físicas no animal, como o alargamento dos dentes, que serão importantes adaptações para que ele se alimente de grandes Mamíferos Marinhos. Na abordagem vertical, o Tubarão nada alguns metros abaixo da superfície acompanhando um grupo de Mamíferos e, após fazer sua escolha, sobe em direção ao alvo com grande velocidade.

Em função da presa a ser atingida, dois comportamentos de submissão e consumo diferentes podem ocorrer.

O primeiro padrão de submissão (4) e consumo (5), chamado de “morder e esperar”, ocorre quando a presa é um Mamífero Marinho de médio a grande porte, como o Leão Marinho e o Elefante Marinho. Representando um potencial risco para o predador, pois quase sempre há uma reação defensiva da presa, o Tubarão dá uma primeira mordida, se afasta e espera por cerca de 20 minutos, deixando o animal sangrar, já que a grande hemorragia provocada pela mordida debilita rapidamente a presa e pode levá-la ao choque. Na segunda mordida, o Tubarão costuma arrancar um bom pedaço. Havendo necessidade, uma terceira ou quarta mordida é desferia e novamente há a espera. Não havendo mais risco de reação, o Tubarão volta para devorar a presa morta ou agonizante.

O segundo padrão de submissão (4) e consumo (5), chamado de “ataque fulminante”, ocorre quando a presa é um Mamífero de pequeno porte, como uma Foca. O Tubarão abocanha sua presa chocando-se contra ela em grande velocidade. Muitas vezes, nesse rápido deslocamento, o Tubarão sai parcialmente da água junto com a presa, normalmente já morta devido à enorme força do impacto. Na África do Sul ocorre um fenômeno único nesse sentido. Em determinada área, foram recentemente descobertos e filmados Tubarões Brancos produzindo saltos espetaculares no ar, de até 4,5 metros de altura, com as Focas capturadas entre seus dentes (OBS: O LOCAL CORRETO NA AFRICA DO SUL SÃO AS ILHAS ROBBEN, LOCALIZADAS A 11 KMS DA CIDADE DO CABO, E ATUALMENTE CHAMADA DE “ILHA DAS FOCAS”...).

Captura

Sua carne é considerada boa, porém existem alguns registros de envenenamento. Praticamente todo o animal é aproveitado: a pele para produzir couro, o fígado para óleo, a carcaça para ração animal, as nadadeiras para sopa e os dentes e as maxilas para decoração.

São capturados com espinhel e rede de espera na pesca comercial e com vara e molinete na pesca esportiva. Em parte, sua (má) fama é a grande responsável pelo forte aumento no valor de suas maxilas de dentes no mercado internacional e de seu corpo como troféu para ser mostrado ao público. Por essa razão, ainda que sua ocorrência seja esparsa, o índice de captura é relativamente alto. Como se não bastasse, toda essa reputação tornou-os uma das maiores fontes naturais de entretenimento (filmes, parques temáticos e aquáticos) e de safári de aventura (mergulhos com proteção de jaulas).

Acredita-se que seu nome popular fora dado pelos pescadores em função do ventre totalmente branco que fica visível quando o animal, já morto, permanecia deitado e exposto de barriga para cima no deck da embarcação.

Ataque

O Tubarão Branco tem a reputação (OBS: TINHA A REPUTAÇÃO...) de ser o mais perigoso dentre seus pares, sendo considerado a grande fera marinha, o “Terror dos Mares”. Responsáveis pelo maior número de ataques não provocados a seres humanos (OBS: AH, VCS JÁ SABEM!!!), e pequenas embarcações, especialmente na costa da Austrália, África do Sul e EUA, são efetivamente os Tubarões mais letais para os seres humanos, em boa parte ao seu tamanho, força e habito alimentar (OBS: Isso sim é a única verdade em cima dos 3 Tubarões!!!).

O Tubarão Branco é um predador habilidoso e furtivo que caça com ritual e propósito (OBS: E QUAL PREDADOR NÃO FAZ ISSO?! OLHA O SENSACIONALISMO DE NOVO...). E esse propósito não inclui o consumo deliberado do Homem (um conceito absolutamente errado que foi muito disseminado pelo filme Tubarão). Os poucos ataques nos quais o Homem é efetivamente o propósito ocorrem em grande parte quando seu território é invadido ou seu ritual de corte/acasalamento é interrompido. O consumo da carne humana pode, no entanto, ocorrer nas ocasiões em que há muito sangue na água, como nos acidentes aéreos e naufrágios (OBS: O QUE TAMBÉM NÃO SERIA EXCLUSIVIDADE PARA O BRANCO...).

Alguns pesquisadores americanos acreditam que muitas vezes o ataque ao Homem é na verdade o resultado da confusão do Tubarão com sua presa habitual (OBS: ABSURDO DOS ABSURDOS!!!), a Foca, pois os seres humanos não fazem parte do seu “cardápio” natural. Essa teoria advém da constatação que na maioria dos ataques há o envolvimento de apenas uma mordida (OBS: QUE NA VERDADE É PARA “TESTAR” SE VALE A PENA CONTINUAR GASTANDO ENERGIA NA CAÇA...). Como há fortes evidências de que o Tubarão Branco decide a palatabilidade da presa enquanto está mordendo, é bastante plausível afirmar que os órgãos sensoriais do Tubarão rapidamente diferenciam a fina e magra carne humana da espessa e gorda carne da Foca, que obviamente eles preferem. Assim, após morder, o Tubarão constata o “erro” e larga a equivocada presa, muitas vezes “cuspindo” fora algum pedaço que tenha arrancado (OBS: QUE OS TUBARÕES MORDEM PARA AVALIAR A PRESA É FATO, MAS DAÍ A DIZER QUE É UM “ERRO” TEM UMA GRANDE DIFERENÇA. ELES MORDEM DE CURIOSIDADE MESMO, PARA AVALIAR...).

Os pesquisadores que observam os Tubarões Brancos nas Ilhas Farallon, ao largo de São Francisco, EUA, acreditam saber pq os Tubarões “confundem” os humanos com as Focas. Eles notaram que a maioria dos Tubarões que atacam o Homem tem entre 2, 45 e 3,65 metros de comprimento, sendo jovens “inexperientes” que estão fazendo a transição de sua alimentação. Alimentavam-se basicamente de peixes e passam a se alimentar de Focas, maiores e bem mais nutritivas. Como estão em um período de “aprendizado” de novas técnicas de caça, e são naturalmente mais agressivos e afoitos nessa fase, cometem erros de identificação e confundem surfistas ou mergulhadores, especialmente aqueles vestindo roupas de neoprene, com as Focas. Na medida que vão se tornando maiores e mais experientes, passam a ser perfeitamente capazes de identificar e selecionar as Focas (OBS: EXATAMENTE POR SEREM MAIS AGRESSIVOS E AFOITOS, VÃO ATACAR TUDO O QUE ENCONTRAM PELA FRENTE PARA PODER SE ALIMENTAR, MAS ISSO NÃO SIGNIFICA UM ERRO DE IDENTIFICAÇÃO. E QUANDO ADULTOS, PASSAM A ESCOLHER SOMENTE AS MAIS “GORDINHAS”?! FALA SÉRIO, O QUE APARECER PELA FRENTE NA HORA DA CAÇA VAI SER MORDIDO, E DE NOVO NÃO SIGNIFICA UM ERRO DE IDENTIFICAÇÃO!!!). Essa transição ocorre principalmente nas populações de Tubarões Brancos que atingem grande porte (4 a 6 metros), por viverem nos mares temperados da Austrália, África do Sul e EUA. Os Tubarões Brancos que ocorrem em mares tropicais, como na costa brasileira, não têm essa mudança na alimentação e normalmente atingem um porte menor (2 a 3 metros). Essa diferença de tamanho alcançado nas duas populações de uma mesma espécie é explicada pela relação presa-predador. Nos mares tropicais, os Tubarões se alimentam de Peixes. Para capturar os Peixes não é preciso ser grande e os Peixes como alimento de baixo teor calórico não possibilitam ao Tubarão ser grande. Nos mares temperados, os Tubarões se alimentam de Focas e Leões Marinhos. Para caçar esses Mamíferos é necessário ser grande e sua carne e gordura proporcionam e sustentam uma massa corpórea bem maior para o Tubarão (OBS: E O QUE IMPEDIRIA OS TUBARÕES DE MENOR PORTE DOS TRÓPICOS MIGRAREM PARA OS MARES TEMPERADOS E COMEÇAREM A PREDAR FOCAS, PASSANDO A CRESCER E ENGORDAR, ATÉ ATINGIREM UM GRANDE PORTE?!).

Outros Nomes Populares

Anequim, Cação-Boto, Iperu, Cação-Niquim, Great White Shark (Austrália e África do Sul), Jaquetón Blanco, Marrajo (Espanha), Jaquetón de Ley (Cuba), Man Eater (Reino Unido), Mangeur d`Hommes (França), Pescecane, Squalo Bianco (Itália), Tiburón Antropófago (Peru), Tubarão de São Tomé (Portugal), White Death (Austrália) e White Pointer (Nova Zelândia).

Sinonímias

Carcharias lamia (Rafinesque, 1810), Carcharias vulgaris (Richardson, 1836), Carcharodon albimors (Whitley, 1939), Carcharodon capensis (Smith, 1839), Carcharodon maso (Morris, 1898).

TUBARÃO-TIGRE

Nome Científico: Galeocerdo cuvier
Família: Carcharhinidae
Inglês: Tiger Shark
Espanhol: Tintorera
Francês: Requin Tigre

Coloração

Dorso cinza escuro a marrom acinzentado, flancos acinzentados e ventre branco. Possuem manchas retangulares marrom escuras ou pretas que tendem a formar barras transversais nos flancos e nas nadadeiras dorsais e caudal. Este padrão tende a desaparecer com o crescimento.

Características

Corpo robusto e esguio com focinho curto e arredondado, bem menor do que a largura da boca, que possui sulcos labiais bem evidentes que se estendem até a altura dos olhos. Estes possuem membrana nictitante. Dentes triangulares e serrilhados com um profundo entalhe em uma das margens. O pedúnculo caudal apresenta em ambos os lados uma longa quilha dérmica.

Medidas

Máximo de 7 m de comprimento total e 900 kg, embora exista relato, não comprovado de um espécime capturado na Indo-China com 7,4 m e 3 toneladas). Em média, medem 3,3 a 4,3 m de comprimento e pesam 380 a 630 kg. Os filhotes nascem com 45 a 80 cm de comprimento e têm um crescimento relativamente rápido. Os machos atingem a maturidade sexual com cerca 2,5 m de comprimento e as fêmeas com 2,9 m. Idade máxima reportada de 50 anos. Recorde mundial de pesca: 807,40 kg.

Ocorrência

Circunglobais nos mares tropicais e temperados. No Brasil, apesar de serem mais comuns no Norte e Nordeste, podem ocorrer por toda a costa.

Habitat

Pelágicos costeiros, possuem notável tolerância a diversos tipos de habitats marinhos. Com usual preferência pelas águas turvas das regiões costeiras, frequentemente são encontrados nas áreas coralinas, praias, portos e estuários. Apesar de realizar incursões e migrações em mar aberto, não é considerada uma verdadeira espécie oceânica. Ainda que sejam vistos com freqüência na superfície, podem ser encontradas em profundidades de até 350 metros, por curtos períodos. Migratórios sazonais, movem-se para as águas temperadas no verão e voltam para os trópicos no inverno. São capazes de empreender longas migrações entre ilhas oceânicas e podem viajar grandes distâncias, mais de 2000 km, em curto período, nadando em linha reta constante.

Reprodução

É uma espécie ovovivípara e muito prolífera, podendo produzir de 10 a 80 filhotes (em geral, 30 a 50) por ninhada. Seu período de gestação dura 14 a 16 meses. Acredita-se que, devido ao grande tamanho relativo dos filhotes ao nascerem, a nutrição intra-uterina seja suplementada por uma espécie de “leite uterino” produzido pelo revestimento interno do útero da fêmea (OBS: ESSE FATO JÁ É COMPROVADO, BEM COMO O CANIBALISMO INTRA-UTERINO...). No Hemisfério Norte o acasalamento ocorre entre março e maio e os filhotes nascem entre abril e junho do ano seguinte. No Hemisfério Sul, o nascimento ocorre entre novembro e janeiro.

Status de Ameaça de Extinção

Encontram-se na categoria Baixo Risco (quase ameaçada) na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas de Extinção da IUCN. Há claras evidências de declínio em diversas populações nas áreas onde já foram severamente pescadas. Ainda que esta espécie suporte um nível de atividade pesqueira bem mais elevado do que a maioria das outras espécies, a demanda continuada, especialmente por suas valiosas nadadeiras, pode resultar em um forte declínio no futuro.

Hábitos

Normalmente solitários podem, no entanto, ser vistos em razoáveis agregações quando há uma grande oferta de comida. No entanto, basta que a comida acabe para que todos voltem a sua errante rotina individual. Costumam nadar bem devagar junto à superfície, porém tornam-se vigorosos e potentes nadadores quando provocados ou estimulados por comida e sangue. Predadores vorazes, com hábitos alimentares noturnos e tendência para comer carniça, possuem grande determinação para provar qualquer coisa que se pareça com comida. Seus dentes serrilhados e com um entalhe são muito bem adaptados para segurar e cortar desde a pele mais macia até as duras conchas dos Moluscos (OBS: TAMBÉM PODEM ABRIR A CARAPAÇA DE UMA TARTARUGA). Combinados com a formidável sacudida de cabeça para frente e para trás, possibilitam atacar e rapidamente rasgar pedaços de animais marinhos muito maiores do que seu tamanho.

Dessa forma incluem em sua dieta quase tudo que conseguem abocanhar, desde Raias, Cações, Peixes, Moluscos, Crustáceos, Aves Marinhas, Tartarugas, Focas e outros Mamíferos Marinhos, até detritos comestíveis ou não (no estômago dessa espécie já foram encontrados, além de pedaços de Vacas e Cavalos, Cachorros inteiros e partes do corpo humano, correntes, roupas botas, garrafas de cerveja e até mesmo latas de feijão fechadas). O lixo e restos sólidos comumente jogados nas baías e portos são com muita freqüência recuperados nos estômagos desses Tubarões. Uma fêmea de grande porte capturada no Golfo Aqaba, no Mar Vermelho, continha duas lates de conservas vazias, uma garrafa plástica, dois sacos de tecido grosso, uma lula e um peixe de 20 cm.

Captura

Sua carne e nadadeiras, consideradas de boa qualidade, são comercializadas frescas, salgadas, defumadas ou congeladas. Com freqüência sua carne é também utilizada para preparar ração para peixe (OBS: PODEMOS FALAR ENTÃO QUE NOSSO PALHACINHOS, TANGS E CICLÍDEOS PREDAM OS TIGRES!!!! HE HE). A pele é utilizada na manufatura de vários subprodutos e seu fígado é bastante apreciado na produção de óleo por conter alta concentração de vitamina A.

São capturados na pesca comercial exclusivamente com espinhel. Quando se prendem nas redes de pesca provocam grandes estragos. Na pesca esportiva são muito apreciados por sua agressividade e grande luta. Podem ser mantidos em aquários de visitação pública, porém dificilmente sobrevivem mais do que alguns poucos meses.

Ataque

O grande porte, a voracidade e os hábitos costeiros tornam o Tigre altamente perigoso para os banhistas, surfistas e mergulhadores. Diante da presença humana na água, podem ter reações de simples curiosidade ou tornar-se muito agressivo. Por isso, devem ser tratados com muito respeito e extremo cuidado.

No Brasil há raros registros de ataques, porém na Austrália, Caribe e Havaí são considerados os maiores “comedores”, como atestam numerosos registros de ataque ao Homem (pelo menos 27 ataques bem documentados). Nos mares tropicais só perdem em registro de ataques para o Tubarão Branco (OBS: PRESICA FALAR QUE ESSA INFORMAÇÃO JÁ ESTÁ ULTRAPASSADA???).

No Havaí o número de ataques vem crescendo muito nos últimos anos. Uma das razões acreditam os cientistas havaianos, seria o aumento considerável na quantidade de Tartarugas Verdes, cuja população foi colocada sobre proteção legal a partir da década de 70. As Tartarugas, ao chegarem próximo da costa para se alimentar, atraem os Tigres que seguem para caçá-las. Desta forma, os Tubarões passaram a freqüentar com maior intensidade a mesma área dos banhistas, nadadores e surfistas. Esses últimos, deitados nas pranchas com as pernas e braços na água vistos de baixo, podem ser confundidos com as Tartarugas (OBS: ESSE É UM DOS MAIORES ABSURDOS SOBRE OS TUBARÕES QUE EXISTE!!!). Após o grande aumento do número de ataques no início da década de 90, alguns havaianos passaram a caçar os Tigres na tentativa de vingar suas vítimas. No entanto, as pesquisas indicam que esses Tubarões não são territorialistas e costumam viajar e mover-se constantemente. Assim as chances de capturar o animal agressor algumas horas depois do ataque são mínimas.

Os Tigres costumam ser bem mais lentos que o Branco e não são bons no ataque surpresa. Não é por outra razão que, com muita freqüência, as vítimas vêem o Tubarão antes da aproximação de ataque. No entanto, compensam essa aparente desvantagem sendo muito persistentes. O ataque de um Tigre costuma ser mais prolongado e envolve mais do que uma investida. Após a primeira mordida, ele costuma retornar ao local para continuar mordendo.

No litoral do Havaí ocorre uma vez por ano uma situação que demonstra nitidamente essa capacidade de persistência do Tigre. Após algumas semanas sendo alimentados pelos pais, na segurança da praia, os filhotes de Albatrozes têm que começar a exercitar os músculos das asas, pois em breve deverão ser capazes de acompanhar seus pais e capturar seu próprio alimento. Ao iniciar a prática de vôo, cobrem pequenas distâncias e posam na água para descansar. Nos primeiros dias em que isso ocorre, os Tigres que instintivamente se dirigem ao local todo ano, tentam abocanhar os inocentes filhotes, mas costuma ter pouco êxito em seus ataques. Como a Natureza é sempre sábia, o aprendizado da presa e do predador são simultâneos e tem uma relação inversamente proporcional. Na medida em que os Tubarões vão aprendendo a abocanhar suas presas, o número de Albatrozes “tomando lições” tende a cair.

Outros Nomes Populares

Cação-Tintureira, Cação-Jaguará, Cação-Tauassú, Jaguará, Tigre, Tubarão-Tigre (NE), Alecrín (Espanha), Amarillo (Ilhas Canárias), Leopard Shark, Spotted Shark (Reino Unido), Mangeur d`hommes (França), Squalo Tigre (Itália), Tiburón Tigre (Cuba) e Tubarão Tigre (Portugal).

UFA!!!

É só isso.

Beijunda...

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Re: Top 3 Tubarões...
MensagemEnviado: 06 Ago 2009 17:58 
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Só faltou colocar as fotos das "crianças".
Beleza de artigo!


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Re: Top 3 Tubarões...
MensagemEnviado: 11 Ago 2009 17:04 
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Otimo artigo Dreca , mas como o Pedro disse, faltou as fotos!!!!rsrsrs

abçs!!!

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Re: Top 3 Tubarões...
MensagemEnviado: 17 Ago 2009 17:25 
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Atendendo a pedidos, e começando pela "medalha de bronze"...

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Nessas duas fotos dá pra ver pq é chamado popularmente de "Tubarão Tigre", hein?!

:lol:

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Arcada dentária

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Re: Top 3 Tubarões...
MensagemEnviado: 18 Ago 2009 10:25 
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muito lindo esse tuba!!!Mais eu ainda prefiro o Bullshark!!! :mrgreen: :mrgreen:

abçs!!!

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Re: Top 3 Tubarões...
MensagemEnviado: 18 Ago 2009 10:43 
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Muito massa esses tubas.....
Mas o mais legal é o tubarão leitoa do avatar do Naná...... kkkkkkkkkkkkkkkkk

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Re: Top 3 Tubarões...
MensagemEnviado: 19 Ago 2009 18:23 
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Muito engraçado vc !!!! :lol: :lol: :lol:
Vc que gosta do tubarão leitoa !!! :lol: :lol: :lol: :lol: :lol: :lol: :lol: :lol: :lol:

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Re: Top 3 Tubarões...
MensagemEnviado: 26 Ago 2009 18:19 
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"Whatapoha is Tubarão Leitoa"?!

:geek:

O "medalha de prata", e mais conhecido Tubarão do mundo, graças primeiramente ao Sr Rodney Fox e depois ao Cinema...

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"Clássica", ou não???

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Re: Top 3 Tubarões...
MensagemEnviado: 26 Ago 2009 21:57 
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Eu que não quero nunca trombar com um desses na minha vida!!! :shock: :? :?

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Re: Top 3 Tubarões...
MensagemEnviado: 27 Ago 2009 10:16 
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Massa os tubarões.... mas se quiser ver o tubarão leitoa, segue o link:

http://www.youtube.com/watch?v=sfCb0TTp7bM

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André Varella


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Re: Top 3 Tubarões...
MensagemEnviado: 27 Ago 2009 21:54 
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Dreca deu trabalho mas ficou muito legal o artigo....Parabéns


Se bem que pra voce é diversao né... nunca vi alguem tao viciado em tubarões.....

[]´s

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Não importa se dulcícola ou marinho todos tem o mesmo espaço

Sou mais RD!!

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Re: Top 3 Tubarões...
MensagemEnviado: 16 Dez 2009 22:24 
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Clauclau,

Diversão mesmo era passar o dia embarcado coletando os Tubas pro meu TCC...

Vavá,

"Tubarão Leitoa" é phoda!!!

:lol: :lol: :lol: :lol:

Esse Gil Brother é louco... AWEEEEEÍ!!!

HE HE

Pra terminar, como o melhor sempre fica pro final, o Carcharhinus leucas, o Tuba que mais gosto...

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Agora dá pra perceber pq ele é chamado de "Cabeça-Chata", não?!

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E agora, dá pra ver pq em "ingreis" ele é chamado de Bull Sahrk?! HE HE

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Tenho um dente superior desse... HE HE

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Re: Top 3 Tubarões...
MensagemEnviado: 22 Dez 2009 08:09 
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Tem que aproveitar agora que ta chegando a época de tubarão leitoa se quiser coletar alguns... hauahauahauahau

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